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Atualmente, estão registados mais de 4.000 ensaios clínicos com células estaminais de várias fontes, desde sangue a tecido do cordão umbilical, até outras fontes como medula óssea e tecido adiposo, em doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, autoimunes e lesões da espinal medula (acidentes), entre outras. “Há muitos anos que são realizados transplantes hematopoiéticos alogénicos em doenças hemato-oncológicas, em Portugal, com sucesso”, refere a especialista adiantando que, embora a fonte priveligiada de células estaminais seja a medula óssea ou o sangue periférico “após mobilização”, a transplantação com sangue do cordão umbilical “está bem estabelecida e encontra-se rotinada na prática clínica”. Apesar terem diversas origens, as células estaminais que têm tido maior relevância quanto ao seu potencial terapêutico são as células estaminais da medula óssea, do sangue periférico e do sangue do cordão umbilical. A terapêutica com células estaminais teve o seu início com o domínio da técnica de transplantação de medula óssea para o tratamento e cura de doenças hematológicas, como leucemias, linfomas e anemias, e constitui atualmente uma das abordagens mais bem‑sucedidas e gratificantes, utilizadas na medicina. As células estaminais hematopoiéticas encontram-se na medula óssea, no sangue periférico (após estimulação com fármacos) e no sangue de cordão umbilical. As células estaminais que têm tido maior relevância a nível clínico são as células estaminais da medula óssea, do sangue periférico e do sangue do cordão umbilical.
Células estaminais pluripotentes induzidas (iPSC)
Algumas das doenças mais graves, como o cancro e os defeitos congénitos, devem-se a uma divisão e diferenciação celulares anormais. Identificar os sinais e mecanismos que determinam se uma célula estaminal escolhe continuar a replicar-se ou diferenciar-se num tipo de célula especializado, e em que tipo de célula, ajudar-nos-á a compreender como um corpo saudável se mantém. As iPSC constituem uma fonte de células semelhantes às CTE a que se pode aceder sem a criação de um blastocisto. Existem também considerações éticas relativamente à utilização de células obtidas a partir de um blastocisto humano. As CTE podem ser utilizadas para estudar o desenvolvimento de tecidos específicos. O embrião é constituído por cerca de 100 células, formando uma estrutura chamada blastocisto, e ainda não se implantou no útero.
Tipos de células estaminais e sua utilização
Compreender o conceito de célula estaminal em comparação com as células somáticas. Apesar dos avanços significativos nesta área, ainda são necessárias investigações mais robustas para determinar os detalhes do uso destas células na prática clínica. Isto seria muito útil no tratamento de doenças como a doença de Parkinson, acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas e diabetes. Atualmente, os tecidos e órgãos doados são frequentemente utilizados para substituir tecidos danificados, mas a necessidade de tecidos e órgãos transplantáveis ultrapassa largamente a oferta disponível. As linhagens de células cancerosas, por exemplo, são utilizadas para analisar potenciais medicamentos anti-tumorais. Em muitos casos, é difícil obter as células que estão danificadas numa doença e estudá-las em pormenor.
A técnica laboratorial utilizada para produzir estas células foi descoberta em 2006. Precisamos de criar novas células a toda a hora, apenas para manter o nosso corpo a funcionar. Tecido do Cordão Umbilical As células mesenquimais são células indiferenciadas com capacidade de autorrenovação e multiplicação e podem diferenciar-se noutras linhagens celulares. Em 2011, no Zoológico de Brasília (Brasil), uma fêmea de lobo-guará, vítima de atropelamento, recebeu tratamento com células-tronco. Células-tronco embrionárias são aquelas encontradas no embrião com até 4 a 5 dias de idade e têm a capacidade de formar todos os tipos celulares de um organismo adulto. Trata-se de um processo indolor e não invasivo, ao contrário da recolha noutras fontes como medula óssea, córnea ou órgãos internos.
- No entanto, já se observa um grande potencial para a sua expansão na medicina.
- As células estaminais podem ser classificadas de acordo com a sua origem e potencial de diferenciação.
- São também conhecidas por células iPS, iPSC ou células estaminais “reprogramadas”.
- A terapia com células estaminais tornou-se um tema constante nas notícias mais recentes.
- As células estaminais hematopoiéticas podem ser obtidas através de várias fontes, nomeadamente do sangue do cordão umbilical.
As células estaminais podem ser utilizadas para estudar doenças genéticas
Os cientistas poderiam utilizar células estaminais para modelar processos de doença celulas em laboratório e compreender melhor o que está errado. As células estaminais, portadoras do gene da doença ou modificadas para conter genes da doença, constituem uma alternativa viável. As células estaminais podem ajudar-nos a compreender como se mantém um organismo complexo. As células estaminais tecidulares específicas não são pluripotentes como as ESCS.
Se acabar por funcionar, apenas teremos um aumento máximo de 30% na proliferação de células estaminais. Este tipo de terapia utiliza injeções localizadas de células estaminais para ajudar a eliminar dores específicas localizadas e vários outros problemas. A terapia com células estaminais tornou-se um tema constante nas notícias mais recentes. O dilema é que, à medida que envelhecemos, as nossas células estaminais começam a regenerar com mutações.
Biologia de Células Estaminais e Mecanismos de Regeneração
As células estaminais embrionárias (CTE) têm um potencial ilimitado para produzir células especializadas do corpo. Estão ainda em curso ensaios para avaliar o potencial de células estaminais da medula óssea e do tecido adiposo para o tratamento em doenças não hemato‑oncológicas. Uma das potenciais aplicações das células estaminais no tratamento de doenças é a terapêutica celular, ou seja, um conjunto de metodologias que tem por objetivo a reparação de tecidos ou até mesmo de órgãos danificados, pela substituição das células não funcionais por células normais e saudáveis. O tecido do cordão umbilical é muito rico num outro tipo de células, as células estaminais mesenquimais que poderão vir a ser úteis no tratamento de um conjunto alargado de doenças. Alguns tecidos neonatais, como a placenta, o sangue e o tecido do cordão umbilical, contêm também populações de células estaminais adultas (assim designadas por se obterem após o nascimento), com interesse para a medicina.
Estas células são derivadas de uma fase muito precoce do desenvolvimento. Este facto sugere enormes possibilidades para a investigação de doenças e para o fornecimento de novas terapias. Estas células podem transformar-se em qualquer tipo de célula especializada. É com estas células que dezenas de ensaios clínicos se encontram a decorrer nas mais diversas patologias. Este foi o primeiro registro do uso de células-tronco para curar lesões num animal selvagem.
As principais vantagens da utilização desta fonte alternativa de células estaminais são a facilidade de colheita, a ausência de risco para as mães e dadores (recém-nascidos), o reduzido potencial de transmissão de infeções e a possibilidade de criopreservar unidades que ficam imediatamente disponíveis para transplantação. As células estaminais tornaram-se um foco de investigação devido às suas características excecionais e também pela possibilidade de poderem ser utilizadas em terapêutica. O conhecimento obtido sobre as células estaminais tem fornecido aos investigadores evidência para o entendimento dos mecanismos de funcionamento das doenças, para o teste de fármacos e para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas, como a transplantação. As células estaminais e a sua investigação têm uma história interessante, povoada de polémicas e controvérsias, igualmente repletas de curiosidades. Existem mais de 216 tipos distintos de células nos seres humanos que interagem entre si para formar os tecidos.
Estas duas características fazem com que estas células sejam utilizadas no tratamento de mais de 80 doenças, atuando a nível da reparação dos tecidos e consequentemente no tratamento de doenças decorrentes de disfunção celular. O principal objetivo das pesquisas com células estaminais é usá-las para recuperar tecidos danificados por essas doenças e traumas. Devido a essa característica, as células estaminais são importantes, principalmente na aplicação terapêutica, sendo potencialmente úteis em terapias de combate a doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, Diabetes mellitus tipo 1, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas na medula espinhal e nefropatias. São estas as células que estão presentes no cordão umbilical e podem ser recolhidas no momento do parto através da recolha do sangue e/ou do tecido do cordão umbilical. Designam-se células estaminais adultas as que se encontram em tecidos já diferenciados e especializados, que têm a capacidade de promover processos de regeneração dos tecidos do nosso organismo.